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História e Indicadores



         Os 30 anos de história do DFMA têm sido marcados por figuras de grande destaque da Física brasileira. O legado desses pesquisadores é um departamento que foi, e continua sendo, considerado um dos melhores centros de pesquisa científica do Brasil.
Desde o início o DFMA assumiu a vocação de fazer Ciência Básica num sentido amplo: desde fundamentos da Mecânica Quântica até aplicações na Biologia e na Medicina; de Física de Partículas Elementares até Cosmologia e Astrofísica; de Física Matemática até Computação Quântica.
         Além de contribuir no mais alto nível para o avanço da Ciência no Brasil, o DFMA também tem uma longa tradição de excelência em ensino de Física. Entre os livros didáticos produzidos por docentes do DFMA estão alguns dos melhores e mais conhecidos textos do Brasil, como por exemplo o Curso de Física Básica, de Moysés Nussenzveig. Vários outros ainda foram premiados com o Prêmio Jabuti, como é o caso de Termodinâmica, de Walter Wrezsinski, Mecânica Quântica, de Antônio Piza, Teoria Quântica de Campos, de Marcelo Gomes, e Eletrodinâmica, de Josif Frenkel.
         O DFMA também se destaca na divulgação científica brasileira, com livros e colóquios de alcance nacional e internacional, como o Convite à Física.

Assista ao vídeo do Prof. Moysés Nussenzveig contando um pouco da história da formação do Departamento.

 



História do Departamento de Física Matemática

A fundação do Departamento

         O Departamento de Física Matemática (DFMA) foi constituído em 1977 com a liderança do Prof. Hersch Moysés Nussenzveig, que retornara ao Brasil após uma longa permanência na Universidade de Rochester, EUA, assumindo cargo de professor titular junto ao Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física da Universidade de São Paulo.
         A constituição desse então novo departamento veio restaurar o espaço de trabalho de um grupo de dezessete físicos teóricos que, antes da reforma universitária de 1970, tiveram vinculação com diferentes cátedras do antigo Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e sobreviveram ao processo de aposentadorias compulsórias desencadeado por razões políticas no término de 1968, que em particular atingiu o Prof. Jayme Tiomno, cujo nome hoje identifica a sala de seminários do DFMA.
         As áreas de atuação em pesquisa dos integrantes do novo departamento compreendiam a Teoria Quântica de Campos e a Física das Partículas Elementares, a Física Matemática e a Física Nuclear Teórica. Sob a chefia inicial do Prof. Nussenzveig, pouco após sua fundação o departamento contou ainda com a visita ilustre de longa duração do Prof. Rudolph Peierls, que durante sua permanência em São Paulo ofereceu uma série de palestras sobre seu livro, então recém publicado, Surprises in Theoretical Physics (Princeton University Press, 1979).

A preocupação com um ensino de qualidade

         Coube inicialmente ao DFMA responsabilidade pelas disciplinas de graduação de Eletromagnetismo, Física Matemática, Mecânica Quântica, Introdução à Teoria das Partículas Elementares e Mecânica de Fluidos, e pelas disciplinas de pós-graduação de Eletrodinâmica Clássica, Mecânica Quântica e Teoria Quântica de Campos, dentro do entendimento, vigente desde o estabelecimento do Instituto de Física, de que sua ministração seja aberta também a docentes de outros departamentos, tendo em vista seu eventual interêsse, sob a administração geral das Comissões de Graduação e de Pós-Graduação.
         Em virtude desse mesmo entendimento, nos anos subsequentes à sua fundação, o DFMA teve uma participação importante na ministração das disciplinas básicas de Física para o curso de bacharelado, ainda sob a liderança do Prof. Nussenzveig, que na época redigia para publicação os primeiros dois volumes do seu Curso de Física Básica (Editora Edgard Blucher, 1981 e 1983).
         Em anos subsequentes, docentes do DFMA introduziram no Instituto de Física novas disciplinas de pós graduação sôbre Análise Funcional, Mecânica Quântica e Processos Estocásticos, Teoria Quântica de Muitos Corpos, Cosmologia e Gravitação e Introdução à Física da Computação Quântica, com o propósito de fornecer aos estudantes interessados a possibilidade de acesso, de forma sistemática e organizada, a resultados e técnicas relevantes para pesquisa em áreas de fronteira da física teórica. Com relação a disciplinas de graduação, foram introduzidas disciplinas sobre a Física dos Processos Estocásticos, Relatividade Geral e Práticas de Informática.

Infra-estrutura física e computacional

         Além de infra-estrutura física e secretarial suficiente para o trabalho teórico, o DFMA conta atualmente com um extenso e eficiente sistema computacional Linux que serve a totalidade de seus docentes, pós-doutores e estudantes de pós graduação.
          O DFMA contribui ainda para a operação de sistema semelhante no Departamento de Física Geral (DFG) e de salas de computação para o uso de estudantes de graduação. O sistema atual representa uma enorme evolução, paralela ao crescimento da importância da informática tanto em atividades de pesquisa como atividades docentes e administrativas, desde a instalação, no DFMA, do primeiro terminal remoto, então ligado diretamente ao Centro de Computação Eletrônica da universidade, por volta de 1980.
         Anteriormente à operacionalização do sistema departamental com maior cobertura, um recurso importante de computação utilizado por docentes do DFMA foi o mantido junto ao Laboratório Pelletron, do Departamento de Física Nuclear. Hoje o DFMA e o DFG contam ainda com sistemas de computação interconectados de alto desempenho, concebidos localmente, como recurso de processamento intensivo para atividades de pesquisa.

Evolução do DFMA
 

         Instalado no andar superior da Ala Central do Edifício Principal do Instituto de Física, conta atualmente com vinte e um docentes que se dedicam em regime de dedicação integral às suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, com o apoio de quatro funcionários ligados às tarefas administrativas e à infra-estrutura computacional.
       O trabalho dos docentes do DFMA inclui a orientação em programas de pós graduação de mais de cinquenta estudantes, além da supervisão de aproximadamente vinte pesquisadores em estágios de pós-doutoramento - vários dos quais provenientes de instituições de fora do país. Esses programas e estágios são apoiados financeiramente pelas agências oficiais de fomento, como FAPESP, CNPq e CAPES.
         Esse grande contingente jovem, que efetivamente quadruplica a população docente do DFMA, é o recurso mais valioso com que conta o departamento para a viabilização da sua missão.
 

Áreas de pesquisa do DFMA
 

         As áreas de atuação do DFMA são hoje a Teoria Quântica de Campos, Teoria de Partículas Elementares, Física Matemática, Física de Muitos Corpos e Cosmologia e Gravitação.
         A missão do Departamento consiste em contribuir para o desenvolvimento desses setores do conhecimento científico, além de manter, transmitir, renovar permanentemente e disponibilizar o mais alto nível de proficiência neles. Isso leva à familiaridade com as melhores descrições disponíveis dos aspectos básicos do funcionamento da natureza.
         O patrimônio Intelectual mantido pelo Departamento representa um recurso indispensável para qualquer cenário de desenvolvimento científico sustentável, a sua qualidade podendo ser aferida continuamente através de contatos mantidos com pesquisadores e grupos congêneres no âmbito global.

 



O DFMA em números

Número de docentes: 21 - dos quais 10 Professores Titulares, 9 Professores Associados e 2 Professores Visitantes.
Produção Científica: 2,9 artigos / pesquisador / ano (média 2002-2006) .
Carga Didática (1o Sem. 2006): 4,7 hs / docente na ativa. Média do IFUSP: 4,5 hs / docente na ativa. (Fonte: CEG-IFUSP).
Pós-Graduação: 3,4 alunos / orientador. Média do IFUSP: 2,5 alunos / orientador. (Fonte: CPG-IFUSP)
Pós-Doutoramentos: Média de 18 / ano
Projetos Temáticos FAPESP: 10
Bolsas de Produtividade em Pesquisa (CNPq): 15 (80% dos orientadores da PG), dos quais seis no nível IA, dois no nível IB, três no nível IC, dois no nível ID e dois no nível II.
Membros da Academia Brasileira de Ciências: 6